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Notícias falsas: o que são, como não cair nessa e a tecnologia como aliada

Desde o momento em que os meios de comunicação em massa descobriram seu poder de alcance e influência na formação da opinião pública, estes foram usados por grupos menores, mas com interesses em comum, como recurso na divulgação de propaganda e informações baseadas mesmo que subjetivamente em interesses particulares de “lado”, visão e opinião, ou em fatos ilegítimos. Hoje, a internet é responsável por exercer esse papel, de forma mais rápida, cativante e abrangente.

Os números colaboram para um cenário online confuso, com muita (falta de) informação por toda parte: segundo dados do IBGE, 64,7% da população brasileira está conectada à internet e, ainda, de acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia, realizada em 2016, 47% dos brasileiros têm o hábito de se informar pela internet. Entre as redes sociais mais usadas estão o Facebook e o WhatsApp, e são nestas plataformas que, em sua grande maioria, as chamadas fake news se proliferam cerca de 8,8 milhões de pessoas teriam sido impactadas só nos três primeiros meses de 2018.

As notícias falsas se popularizaram em 2016, mas o que define o termo fake news? Títulos sensacionalistas, no estilo clickbait e imagens chamativas compõem a primeira camada deste tipo de notícia, construída com base em fatos inexistentes, fabricada para chamar a atenção do leitor e causar uma reação imediata. Na era digital, a atenção do usuário fica dividida e há uma sobrecarga de informações. Assim, é preciso criar um efeito emocional rápido que resulte no famigerado “curtir e compartilhar”.

E elas estão por todo lugar: do ramo da saúde, até assuntos governamentais, de entretenimento e celebridades, criadas a partir de interesses financeiros, econômicos, políticos ou, simplesmente, para gerar um grande número de visualizações, likes, engajamento e compartilhamentos afinal, como mostrou o estudo The Fake News Machine, feito pela Trend Micro e que aborda o abuso dos propagandistas na internet e manipulação do público por meio de notícias falsas tem muita gente ganhando por trás de cada clique.  A seguir damos as dicas de como não cair nessa cilada:

  • Verifique sempre o domínio do site em que a notícia está sendo veiculada e se há nome do autor, fontes e datas;
  • Preste atenção se há erros de ortografia no texto em questão;
  • Leia além do título, principalmente se for compartilhar;
  • Bata o fato contado com outros sites e fontes. Veja se a notícia foi veiculada em lugares confiáveis também: jogue o título da notícia no Google e veja se outros veículos de credibilidade a reproduziram;
  • Veja se existem comentários e quem os publicou – se estes foram feitos por pessoas reais ou robôs programados para tal;
  • Pesquise os fatos citados dentro da notícia. Se ela conter dados e números específicos, tente pesquisá-los separadamente para ver se fazem sentido;

Por outro lado, a tecnologia pode ser uma importante aliada no combate às fake news. Uma plataforma, criada pela USP e UFSCar, verifica se determinada notícia é verdadeira ou não, e pode ser acessada via web ou WhatsApp. Este aplicativo, por sua vez, conta com a ajuda da inteligência artificial para remover contas que praticam spam de informações infiéis.

Hoje, mais do que nunca, as fronteiras que separam o mundo digital do ambiente não-digital são, praticamente, inexistentes. O que é feito no ambiente online impacta diretamente no cotidiano de “carne e osso” das pessoas, na forma de pensar e de ver o mundo. Bombardeados diariamente por dezenas de notícias, os usuários são responsáveis pelo modo como reagem diante delas. Cabe a todos nós questioná-las, sempre, e deixar a passividade de lado na presença de qualquer informação.


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